Por: Carmen Reinstein, Nutricionista, Empresária e Criadora do Nutrimenu. Uma apaixonada por nutrição e empreendedorismo. Data da publicação: 21/10/2024
Ao considerar o uso de óleos e gorduras para fritura, é importante levar em conta não apenas o teor de gordura saturada, mas também outros fatores como o ponto de fumaça e a estabilidade do óleo durante o processo de aquecimento. No entanto, focando especificamente no conteúdo de gordura saturada, podemos destacar algumas opções mais saudáveis.
Óleos com Menor Teor de Gordura Saturada
Óleos vegetais ricos em ácidos graxos monoinsaturados e poliinsaturados: Os óleos vegetais geralmente contêm menos gorduras saturadas em comparação com as gorduras de origem animal. Entre os óleos vegetais mais indicados para fritura, destacam-se:
- Azeite de Oliva: Rico em ácidos graxos monoinsaturados, especialmente o ácido oleico (18:1), que apresenta maior resistência à termoxidação e é mais estável em altas temperaturas. Embora tenha um teor um pouco mais alto de gordura saturada (cerca de 14%), o azeite de oliva extra virgem é rico em antioxidantes e tem benefícios à saúde. No entanto, seu ponto de fumaça mais baixo (160-190°C) o torna menos ideal para frituras em altas temperaturas.
- Óleo de amendoim: Também rico em ácidos graxos monoinsaturados e com boa estabilidade térmica
- Óleo de Canola: Com apenas cerca de 7% de gordura saturada, o óleo de canola é uma das opções mais saudáveis para fritura. Ele tem um ponto de fumaça relativamente alto (204°C) e é rico em gorduras monoinsaturadas e ômega-3.
- Óleo de Girassol: Contém aproximadamente 10% de gordura saturada. Seu alto teor de vitamina E o torna resistente à oxidação durante o aquecimento.
Óleos vegetais com moderado teor de gorduras saturadas:
- Óleo de algodão: Apesar de conter um pouco mais de gorduras saturadas que os anteriores, é muito indicado para frituras em alta temperatura devido à sua estabilidade.
- Óleo de Milho: Com cerca de 13% de gordura saturada, o óleo de milho é outra opção relativamente saudável, com um ponto de fumaça de aproximadamente 232°C.
- Óleo de Soja: Contém cerca de 15% de gordura saturada e tem um ponto de fumaça de aproximadamente 232°C.
É importante notar que, embora esses óleos contenham menos gorduras saturadas, o processo de fritura por si só pode levar à formação de compostos prejudiciais à saúde, especialmente quando o óleo é reutilizado múltiplas vezes ou aquecido a temperaturas muito elevadas.
Tabela Comparativa de Óleos e Gorduras
Tipo de Óleo/Gordura | Teor de Gordura Saturada (em 100g) | Ponto de Fumaça (°C)* | Tipo de Gordura | |
BAIXO TEOR DE GORDURA | Óleo de sementes de linhaça | N/D | 107ºC | Líquida |
Óleo de Gergelim | 0,6g | 176ºC | Líquida | |
Óleo de Amendoim | 0,8g | 232ºC | Líquida | |
Óleo de Abacate | 1,62g | 270ºC | Líquida | |
Óleo de Coco extra | 0,93g | 176ºC | Líquida | |
Óleo de palma | 4,9g | 235°C | Líquida | |
MODERADO TEOR DE GORDURA | Óleo de Canola | 7g | 204ºC | Líquida |
Óleo de Cártamo | 7g | 204ºC | Líquida | |
Óleo de Girassol | 10g | 225ºC | Líquida | |
Óleo de Milho | 13g | 230ºC | Líquida | |
Óleo de Soja | 15g | 234ºC | Líquida | |
Azeite de Oliva | 14g | 200ºC | Líquida | |
ALTO TEOR DE GORDURA | Banha de porco | 39g | 190°C | Sólida |
Manteiga de garrafa | 46,3g | 250°C | Semissólida | |
Azeite de dendê | 49,3g | 235°C | Líquida | |
Manteiga | 51g | 150°C | Sólida | |
Gordura Vegetal | 30-50g | 230-250 | Sólida | |
Manteiga clarificada | 60g | 250°C | Semissólida | |
Ghee | 67,9g | 250°C | Semissólida | |
Óleo de Coco | 87g | 25 | Sólida |

Ponto de Fumaça, considerações:
- Ponto de fumaça: é a temperatura na qual um óleo ou gordura começa a produzir fumaça visível e se decompor. Indica o limite de temperatura seguro para o uso do óleo ou gordura.
- Quando um óleo atinge seu ponto de fumaça, ele começa a se degradar, podendo formar compostos prejudiciais à saúde e alterar o sabor dos alimentos.
- Qualidade do alimento: Fritar abaixo do ponto de fumaça ajuda a manter o sabor e a qualidade nutricional dos alimentos.
- Durabilidade do óleo: Respeitar o ponto de fumaça prolonga a vida útil do óleo de fritura.
- Ponto de Fusão: É a temperatura na qual uma substância sólida se transforma em líquida. O ponto de fusão é mais relevante para diferenciar óleos (líquidos à temperatura ambiente) de gorduras (sólidas à temperatura ambiente).
Considerações sobre a Gordura Vegetal para Frituras Industriais
- Composição: A gordura vegetal para frituras industriais é geralmente uma mistura de óleos vegetais que passam por processos como hidrogenação ou interesterificação. Isso resulta em um produto com características específicas para uso em frituras em larga escala.
- Teor de Gordura Saturada: O teor de gordura saturada pode variar significativamente (30-50g por 100g) dependendo da composição exata e do processo de produção. Geralmente, é mais alto que óleos vegetais líquidos, mas pode ser menor que gorduras animais como a banha.
- Ponto de Fumaça: A gordura vegetal para frituras industriais geralmente tem um ponto de fumaça alto (230-250°C), o que a torna adequada para uso prolongado em altas temperaturas, característica essencial para frituras comerciais.
- Estabilidade: Essa gordura é formulada para ter alta estabilidade oxidativa, o que significa que resiste melhor à degradação durante o uso repetido em altas temperaturas. Isso resulta em uma vida útil mais longa do que muitos óleos líquidos.
- Consistência: Dependendo da formulação, pode ser sólida ou semissólida à temperatura ambiente, o que pode ser vantajoso para certas aplicações industriais.
- Sabor Neutro: Geralmente possui um sabor mais neutro em comparação com alguns óleos vegetais, o que é desejável para não interferir no sabor dos alimentos fritos.
- Considerações de Saúde: Embora seja eficiente para frituras industriais, o alto teor de gorduras saturadas e a possível presença de gorduras trans (dependendo do método de produção) podem ser preocupantes do ponto de vista nutricional.
- Alternativas Mais Saudáveis: Com o aumento da conscientização sobre saúde, muitas indústrias estão buscando alternativas com perfis lipídicos mais saudáveis, como óleos de alto teor oleico ou misturas de óleos vegetais sem hidrogenação.
- Regulamentações: É importante notar que as regulamentações sobre o uso de gorduras vegetais hidrogenadas estão se tornando mais rigorosas em muitos países devido às preocupações com gorduras trans.
- Custo-benefício: Para a indústria, essa gordura oferece um bom equilíbrio entre custo, durabilidade e desempenho em frituras, o que explica sua ampla utilização.
Em resumo, a gordura vegetal para frituras industriais oferece vantagens técnicas significativas para o uso em larga escala, mas seu perfil nutricional pode ser menos favorável comparado a alguns óleos vegetais líquidos. A indústria alimentícia continua a buscar um equilíbrio entre desempenho técnico e considerações de saúde na escolha de gorduras para fritura.

Tabela de Equipamentos Recomendados para Fritura
Tipo de Equipamento | Vantagens | Desvantagens |
Fritadeira Elétrica Doméstica | – Fácil de usar e limpar – Controle preciso de temperatura – Compacta | – Capacidade limitada – Pode não ser adequada para uso comercial intenso |
Fritadeira a Gás Comercial | – Alta capacidade – Aquecimento rápido – Ideal para grandes volumes | – Requer instalação de gás – Maior custo inicial – Necessita de manutenção regular |
Fritadeira de Pressão | – Cozimento mais rápido – Menor absorção de óleo pelos alimentos | – Custo mais elevado – Requer treinamento para uso seguro |
Fritadeira de Indução | – Aquecimento rápido e uniforme – Eficiência energética – Controle preciso de temperatura | – Custo inicial alto – Pode requerer utensílios específicos |
Fritadeira a Vácuo | – Redução significativa na absorção de óleo – Preservação de nutrientes e sabor – Menor temperatura de fritura | – Custo muito elevado – Processo mais lento – Requer treinamento especializado |
Air Fryer | – Uso mínimo ou nenhum de óleo – Mais saudável – Fácil de limpar | – Capacidade limitada – Pode não reproduzir exatamente a textura da fritura tradicional |
Equipamentos recomendados para obter o melhor resultado:
1. Fritadeiras elétricas com controle de temperatura: Permitem manter a temperatura do óleo constante, evitando superaquecimento e degradação excessiva. |
- Termômetros de óleo: Essenciais para monitorar a temperatura do óleo e mantê-la na faixa ideal (geralmente entre 160°C e 180°C).
- Panelas altas e estreitas: Reduzem a superfície de contato do óleo com o oxigênio, diminuindo a oxidação.
- Filtros de óleo: Ajudam a remover partículas de alimentos e resíduos, prolongando a vida útil do óleo.
- Escumadeiras de malha fina: Auxiliam na remoção de resíduos do óleo durante o processo de fritura.
- Recipientes de vidro ou plástico para armazenamento: Ideais para guardar o óleo após o uso, protegendo-o da luz e do oxigênio.
Recomendações adicionais:
- Evite reutilizar o óleo muitas vezes. A cada uso, a qualidade do óleo diminui e o teor de compostos prejudiciais aumenta.
- Mantenha a temperatura do óleo abaixo de 160°C e 180°C para evitar a formação excessiva de compostos tóxicos.
- Utilize pequenas quantidades de óleo e evite fritar grandes lotes de alimentos de uma só vez.
- Filtre o óleo após cada uso para remover resíduos de alimentos.
- Armazene o óleo usado em recipientes fechados, em local fresco e escuro.
- Descarte o óleo quando apresentar sinais de degradação, como escurecimento, odor desagradável ou formação excessiva de espuma.
Embora a escolha de óleos com menor teor de gorduras saturadas seja importante, é fundamental lembrar que o consumo excessivo de alimentos fritos, independentemente do tipo de óleo utilizado, não é recomendado para uma dieta saudável. A moderação e a variação nos métodos de preparo dos alimentos são essenciais para uma alimentação equilibrada.
Inovação Tecnológica: Fritadeiras a Vácuo e Tecnologias Similares
As fritadeiras a vácuo representam uma inovação significativa na tecnologia de fritura. Elas operam reduzindo a pressão atmosférica dentro da câmara de fritura, o que permite fritar alimentos em temperaturas mais baixas (cerca de 120°C a 140°C, em comparação com os 160°C a 180°C das frituras convencionais).
Vantagens principais:
- Redução na Absorção de Óleo: A fritura a vácuo resulta em uma absorção significativamente menor de óleo pelos alimentos. Isso se deve à menor temperatura de fritura e à pressão reduzida, que minimizam a penetração do óleo no alimento.
- Menor Tempo de Fritura: Apesar da temperatura mais baixa, o processo de fritura a vácuo é geralmente mais rápido que os métodos convencionais. Algumas máquinas permitem ajustar o tempo de fritura de segundos a uma hora, oferecendo grande flexibilidade.
- Preservação de Nutrientes e Qualidade sensorial: As temperaturas mais baixas ajudam a preservar melhor os nutrientes, cores e sabores naturais dos alimentos, resultando em produtos finais de maior qualidade. Os alimentos fritos a vácuo geralmente mantêm melhor sua cor natural, sabor e textura.
- Redução na Formação de Compostos Prejudiciais: A fritura em temperaturas mais baixas reduz significativamente a formação de acrilamida e outros compostos potencialmente nocivos que são comumente associados à fritura em altas temperaturas.As temperaturas mais baixas resultam em menor oxidação e degradação do óleo, permitindo seu uso por períodos mais longos.
Desvantagens, Desafios e Considerações:
- Custo Inicial e Elevado: O equipamento é significativamente mais caro que as fritadeiras convencionais.
- Tempo de Processamento: O processo pode ser mais lento em comparação com métodos tradicionais de fritura. Requerer treinamento adicional para operação adequada.
- Complexidade Operacional: Requer treinamento especializado para operação e manutenção adequadas. Essa tecnologia é mais comumente utilizada em produções industriais de médio a grande porte.
Outras Tecnologias Relacionadas:
Além das fritadeiras a vácuo, outras inovações tecnológicas estão sendo desenvolvidas para reduzir a absorção de gordura e melhorar a qualidade dos alimentos fritos:
a) Air Fryers (Fritadeiras de Ar): Embora não sejam tão eficientes quanto as fritadeiras a vácuo na redução de gordura, as air fryers oferecem uma alternativa mais acessível para o consumidor doméstico, usando circulação de ar quente para criar um efeito similar ao da fritura com muito menos óleo.
b) Revestimentos Especiais: Pesquisas estão sendo conduzidas sobre revestimentos especiais para alimentos que podem reduzir a absorção de óleo durante a fritura convencional.
c) Tecnologias de Pré-tratamento: Métodos como a desidratação parcial ou o uso de ultrassom antes da fritura estão sendo estudados para reduzir a absorção de óleo.

Considerações:
Ao escolher óleos para fritura, os óleos de canola, girassol, milho e soja são opções mais saudáveis devido ao seu menor teor de gordura saturada. No entanto, é importante considerar também o ponto de fumaça e a estabilidade do óleo durante o aquecimento.
As fritadeiras a vácuo e tecnologias similares representam um avanço significativo na busca por métodos de fritura mais saudáveis e eficientes. Elas oferecem uma solução promissora para a indústria alimentícia, permitindo a produção de alimentos fritos com menor teor de gordura, melhor qualidade nutricional e sensorial. Embora ainda existam desafios em termos de custo e complexidade operacional, essas tecnologias têm o potencial de transformar a maneira como consumimos alimentos fritos, alinhando-se com as crescentes demandas por opções alimentares mais saudáveis.
À medida que a tecnologia avança e se torna mais acessível, podemos esperar ver mais aplicações dessas inovações, não apenas na indústria, mas também em restaurantes e, eventualmente, em cozinhas domésticas, contribuindo para uma alimentação mais saudável sem sacrificar o prazer dos alimentos fritos.
Quanto aos equipamentos, a escolha dependerá do volume de produção, orçamento e necessidades específicas. Para operações em larga escala preocupadas com a saúde, as fritadeiras a vácuo oferecem benefícios significativos, apesar do alto custo inicial. Para uso doméstico ou em pequena escala, air fryers podem ser uma alternativa mais saudável às fritadeiras tradicionais.
Independentemente da escolha, é crucial manter práticas adequadas de fritura, como controle de temperatura, filtragem regular do óleo e substituição quando necessário, para garantir a qualidade e segurança dos alimentos fritos.
Absorção de Óleos e Gorduras em Alimentos Fritos: Um Mergulho Profundo na Ciência da Fritura
A quantidade de óleo absorvida por um alimento durante a fritura pode variar significativamente, dependendo de diversos fatores. A quantidade de óleo absorvida por um alimento durante a fritura pode variar significativamente, dependendo de diversos fatores.
- Média de absorção de óleo:
A absorção de óleo em alimentos fritos pode variar significativamente, geralmente entre 10% a 60% do peso do alimento. Esta ampla faixa é influenciada por diversos fatores, incluindo o tipo de alimento, método de fritura e tipo de óleo utilizado.
- Fatores que influenciam a absorção:
2. Composição do Alimento
A estrutura e composição do alimento desempenham um papel fundamental na absorção de óleo. Alimentos com alto teor de umidade tendem a absorver mais óleo, pois a água que evapora durante a fritura é parcialmente substituída pelo óleo.
“A composição do alimento, especialmente seu teor de umidade e estrutura porosa, é um dos principais determinantes da absorção de óleo durante a fritura.” – Dr. Mehmet Murat Kaya, pesquisador em Ciência e Tecnologia de Alimentos
3. Tipo de Óleo Utilizado
Diferentes tipos de óleos têm características distintas que afetam a absorção:
- Óleos com maior viscosidade tendem a aderir mais à superfície do alimento.
- A composição química do óleo, incluindo seu perfil de ácidos graxos, pode influenciar a taxa de absorção.
4. Tempo de fritura: O tempo de exposição do alimento ao óleo quente também influencia a absorção:
- Frituras mais longas geralmente resultam em maior absorção de óleo.
- No entanto, a relação não é sempre linear, pois a formação da crosta pode eventualmente reduzir a taxa de absorção.
5. Temperatura do Óleo: A temperatura do óleo durante a fritura afeta diretamente a absorção:
- Temperaturas muito baixas (abaixo de 150°C) resultam em maior absorção de óleo e textura gordurosa.
- Temperaturas ideais (geralmente entre 160-180°C) minimizam a absorção de óleo e produzem uma textura crocante desejável.
- Temperaturas muito altas (acima de 190°C) podem levar à formação de uma crosta rapidamente, reduzindo a absorção de óleo, mas potencialmente comprometendo a qualidade do alimento.
Pesquisas e conclusões relevantes: Várias pesquisas têm sido conduzidas para quantificar e compreender melhor a absorção de óleo em alimentos fritos.
Aqui estão algumas descobertas notáveis:
1. Estudo sobre Batatas Fritas: Uma pesquisa publicada no Journal of Food Science analisou a absorção de óleo em batatas fritas e concluiu que, em média, as batatas absorvem entre 8-12% de seu peso em óleo durante a fritura convencional.
2. Análise de Diferentes Alimentos: Um estudo abrangente publicado no Food Chemistry examinou diversos alimentos e encontrou as seguintes médias de absorção de óleo:
- Batatas fritas: 10-15%
- Frango empanado: 13-18%
- Berinjela frita: 15-20%
- Donuts: 20-25%
3. Impacto do Pré-tratamento: Pesquisadores da Universidade de Illinois descobriram que o pré-tratamento de alimentos com soluções de amido pode reduzir a absorção de óleo em até 50% em alguns casos.
4. Efeito da Pressão Reduzida: Um estudo publicado no Innovative Food Science & Emerging Technologies mostrou que a fritura a vácuo pode reduzir a absorção de óleo em até 45% em comparação com métodos convencionais.
5. Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um oleogel capaz de substituir gorduras saturadas em alimentos industrializados, potencialmente reduzindo a absorção de gorduras prejudiciais à saúde.
6. Pesquisas sobre emulsões prebióticas mostraram que estas podem substituir gorduras animais saturadas, oferecendo benefícios adicionais à saúde intestinal e reduzindo naturalmente a absorção de gorduras e calorias.
7. A tecnologia OFF SAT, desenvolvida pela empresa Duas Rodas, permite uma redução de até 90% da gordura saturada em produtos como biscoitos e sorvetes, mantendo as características sensoriais dos alimentos.
Impactos na saúde:
A absorção excessiva de óleos durante a fritura está associada a diversos problemas de saúde, principalmente relacionados a doenças cardiovasculares. O consumo frequente de alimentos fritos não é considerado um hábito saudável devido ao aumento calórico e à possível formação de compostos prejudiciais durante o processo de fritura.
Estratégias para redução da absorção de óleo:
Com base nas pesquisas, várias estratégias têm sido desenvolvidas para minimizar a absorção de óleo:
1. Controle Preciso da Temperatura: Manter a temperatura do óleo na faixa ideal (160-180°C) é crucial para minimizar a absorção.
2. Pré-tratamentos:
- Revestimentos à base de amido ou proteína
- Branqueamento para reduzir o teor de umidade superficial
- Desidratação parcial antes da fritura
3. Tecnologias Avançadas:
- Fritura a vácuo
- Fritadeiras de ar (air fryers)
- Uso de óleos modificados com propriedades de absorção reduzida
4. Pós-processamento:
- Centrifugação imediata após a fritura
- Uso de papel absorvente ou técnicas de drenagem eficientes
Considerações sobre óleos de fritura:
A qualidade do óleo utilizado para fritura também é um fator importante. Óleos submetidos a múltiplos ciclos de fritura podem degradar-se, formando compostos potencialmente prejudiciais à saúde. É recomendável monitorar a qualidade do óleo e substituí-lo regularmente.
Conclusão:
A absorção de óleos e gorduras em alimentos fritos é um processo complexo influenciado por múltiplos fatores. Enquanto a média de absorção pode variar significativamente (de 8% a 25% ou mais, dependendo do alimento), as pesquisas recentes têm fornecido insights valiosos sobre como minimizar essa absorção.
As tecnologias emergentes, como a fritura a vácuo e os pré-tratamentos inovadores, oferecem perspectivas promissoras para o futuro da fritura, permitindo a produção de alimentos fritos mais saudáveis sem comprometer o sabor e a textura que os consumidores apreciam.
As pesquisas atuais focam em desenvolver métodos para reduzir a absorção de óleo e criar alternativas mais saudáveis, como oleogéis e emulsões prebióticas.
Para consumidores e profissionais da indústria alimentícia, é importante considerar não apenas a quantidade de óleo absorvido, mas também o tipo de óleo utilizado e as técnicas de fritura empregadas para minimizar os efeitos negativos à saúde.

Referências
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- Ziaiifar, A. M., Achir, N., Courtois, F., Trezzani, I., & Trystram, G. (2008). Review of mechanisms, conditions, and factors involved in the oil uptake phenomenon during the deep‐fat frying process. International Journal of Food Science & Technology, 43(8), 1410-1423.
- Dueik, V., & Bouchon, P. (2011). Development of healthy low-fat snacks: Understanding the mechanisms of quality changes during atmospheric and vacuum frying. Food Reviews International, 27(4), 408-432.
- Moreira, R. G., Castell‐Perez, M. E., & Barrufet, M. A. (1999). Deep‐fat frying: fundamentals and applications. Springer Science & Business Media.

Palavras-chave:
- Absorção de óleo
- Fritura
- Alimentos fritos
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